No primero semestre de 2002 será inaugurada a
nova sede da Santa Casa de Dili
A novíssima Misericórdia de Dili está prestes atender
os jovens e idosos mais necessitados. As installações astão
praticamente prontas e, para tal, foi fundamental o poio de todos os portugueses.
Mais do que uma obra, ergue-se uma marca da Lusafonia, independentemente
de o País vai ou não aderir a Commonwealt, se a língua
portuguesa será ou não adopteda como oficial para a Nação,
se Portugal será ou não um parceiro privilegiado de Timor.
O importante são raízes. Feliz como avançao da nova
Miseriícórdia de Dili está o seu maior dinamizador,
o Dr. Rui Silva, vice-Provedor da Santa Casa da Misericórdia de
Arruda dos Vinhos, contando sempre como apoio da União das Misericórdias
Portuguesas e com o empenho pessoal do padre Vítor Melícias.
Sinai da portugalidade […]
Encontros e desencontros
Rui Silva vê com agrado as marcas que Portugal continua a erguer
em Timor. Durante aquele primeiro incontro, entregámos-lhe o livro
“A Rainha D. Leonor e as Misericórdias Portuguesas”,
da autoria do nosso director, Dr. Manuel Ferreira da Silva, e ainda um
cartaz com a ilustração da bandeira da Santa Casa da Misericórdia
de Goa, em que está representada a Senhora das Misericórdias,
cobrindo com o seu manto todas as classes sociais . Segundo o Dr. Ferreira
da Silva uma das figura o filho mais novo do Regulo Alexio, o último
rei de Timor, homen que preferiu deixar-se fuzilar embrulhado na bandeira
portuguesa , sob o fogo da tropas japonesas, do que renunciar á
sua nacionalidade lusa.
[…]
Solidariedade portuguesa
Mas souberemos o que se está a passar,quer através do próprio
Rui Silva, quer através do bispo de Dili, D. Ximenes Belo. Foi
este quem nos contou o seu empenho em indicar a Confraria de São
Vicente de Paulo para tornar a fundação da Santa Casa uma
realidade,depois de ter conversado com o padre Vítor Melícias
. Com agrado, o prelado contou-nos que, um anodepois de erecção
da Misericórdia, lhe coube a honra de fazer andar á roda
os números da sorte do primeiro sorteio promovido pela institução.
O administrador apostólico de Dili; o número dois da força
defesa de Timor – leste coronel Lere; o comandante do bataglhão
português de Timor- leste coronel Fernando Figueiredo; e o número
dois dos observadores militares, o brasileiro coronel Braldo, agarraram
nas rodas numeradasd e coloridas e lá fizeram sair o número
da sorte, o 0318. Ficámos tambén a saber que a Santa Casa
fique com a concessão da lotaría, tal como acontece em Portugal
com a Misericórdia de Lisboa.
De acordo com Rui Silva, a Misericórdia de Dili está a contar
como apoio de comunidades portuguesas. O Santuário de Fátima
enviou 12 mil contos. Os açorianos enviaram 47 mil. Da comunidade
portuguesa na Africa do Sul seguiram seis mil contos. O comissariado portugués
para a trasmição de Timor leste contribuiu também
com mil contos, para além de todo o empenhamento pessoal do comissarío
e presidente da União da Misericórdias Prtuguesas, padre
Vítor Melícias.
Realidade em 2002
A inauguração da nova sede da Santa Casa da Misericórdia
está prevista para o primeiro semestre de 2002, o que constituiu
um marco histórico no projecto de reforço da sociedade civil
em Timor, e em particular no distrio de Dili. Numa primeira fase, a Misericórdia
vai dispensar apoio ás crinças pobres a carenciadas com
recholta a partie do zero aos sete anos de idade, atráves da criação
de estruturas de creche e jardim de infância. A estas cianças
será dispensado apoio de alojamento, se necessário, alimentação
e princípios báasicos de educação de entrada
no ensino báasico.
O quadro de pessoal previsto de oito educadoras de infância, 16
auxiliares de infância, pessoal administrativo e auxiliar de logística.
As acções de formação deste pessoal já
tiveram o seu início como o apoio de uma tcnica da CIDAC.
Na segunda fase preve-se a ciação de um lar de Terceira
Idade. O edifício, a construir na zona de Taibesse cuja cerimonia
de lançamento de primeira pedra teve lugar no dia 14 de abril,
inclui oito salas se acolhimento e formação, gabinetes de
apoio , sanitários e chuveiros, infra-estruturas de logística
e sede social da instituição, num espaço de área
coberta de 800 metros quadros. O espaço verde envolvente, destinado
ás zonas lúdicas e de recreio tem uma area aproximada de
1200 metros quadros. Os custos de obra estão estimado em 64 mil
contos, mais o valor do equipamento.
(Da “Voz das Misericórdias” n. 196, Decembro 2001,
pag 14)
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